PESQUISA QUALITATIVA EM MATEMÁTICA USANDO SOFTWARE DE MAPEAMENTO:
PRIMEIRAS REFLEXÕES NUM CURSO DE MESTRADO

LEILA ZARDO PUGA e BARBARA LUTAIF BIANCHINI

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP

Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática
lzardo@pucsp.br e barbara@pucsp.br

Resumo: Como professoras do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da PUCSP é comum solicitarmos aos alunos que pesquisem na Internet, por exemplo, sobre um dado tema. O retorno obtido resume-se nas respostas: "Há muita coisa, o que selecionar?" ou "Não encontrei nada". Visto que há softwares que permitem realizar pesquisas bibliográficas, questionamos: Em que medida um software de mapeamento pode auxiliar na tarefa de pesquisa qualitativa em matemática tanto o aluno como o professor? Buscando responder essa indagação, o presente trabalho apresenta algumas reflexões decorrentes de nossos estudos no Curso "O uso de software em pesquisa qualitativa", Cogeae-PUCSP 2005.

Palavras-chave: Educação Matemática e Softwares de Mapeamento.

1. Introdução

 

Integramos o grupo de pesquisa denominado G5, que envolve alunos que cursam o mestrado e doutorado, bem como outros professores orientadores, direcionado aos estudos na área de Educação Algébrica, no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da PUC-SP, desenvolvendo, atualmente, três projetos de pesquisa inter-relacionados.

Num primeiro contato com um dos vários temas tratados nesses projetos, a ser desenvolvido pelo aluno membro do G5, é comum solicitarmos que se realize uma pesquisa bibliográfica sobre o tema em bibliotecas, de nossa Universidade ou de outras Instituições, como também na Internet, por exemplo. No que se refere à Internet, o retorno que obtemos é que há alunos que afirmam "Professora, não encontrei nada" ou então, aqueles que dizem "Encontrei muita coisa, o que faço agora?".

Hoje em dia, como se sabe, a maior parte das teses e dos artigos apresentados em congressos estão publicados na Internet. Todavia, isso não garante a qualidade e se torna um problema dificultando a seleção e escolha. Mas por outro lado, amplia as condições de aprender, de acesso, de intercâmbio e de atualização. É bem verdade que muita informação nos deixa ansiosos e confusos, mas mesmo assim é muito melhor nos dias atuais do que acontecia antes da era da Internet, quando somente alguns privilegiados podiam pesquisar em bibliotecas especializadas das melhores universidades do exterior. Atualmente é possível fazermos o mesmo sem sair de casa, dispondo, em princípio, de um computador conectado na web. (Moran, 2005).

Entendemos que as possibilidades advindas de novas técnicas aplicáveis à educação ajudarão, sem dúvida, cada vez mais o indivíduo a se desenvolver, a aprender, a capacitar-se, a evoluir com o uso da Internet, hipertexto, blogs, videoconferência, softwares etc, o que evidencia que a tecnologia pode também se constituir em um meio para novos fins, para uma aprendizagem mais dinâmica.

É o caso, por exemplo, que vivenciamos em nossas atividades docentes em matemática, com alunos do curso de graduação em Ciências da Computação, pois usamos com freqüência softwares algébricos e gráficos em sala de aula nas atividades de ensino, bem como em pesquisas vinculadas à aprendizagem. Podemos dizer que os resultados obtidos são relevantes, muitos deles norteando ou exigindo novas práticas em sala de aula e, sobretudo, gratificantes tendo em vista o interesse e desempenho dos alunos.

Provavelmente, a maioria dos educadores depara-se com outras condições profissionais similares as nossas.

Perrenoud (2002), coloca que a ação pedagógica dependerá cada vez mais das competências individuais e coletivas dos professores e do desenvolvimento de respostas diferenciadas frente à heterogeneidade dos alunos e à complexidade de seu contexto de trabalho, o que requer a reinvenção de práticas pedagógicas, a introdução de novas metodologias de ensino e objetivos de aprendizagem.

Ora, estamos cientes da existência de softwares que possibilitam a pesquisa na Internet, mapeando e selecionando informações relevantes sendo então dispostas e organizadas em mapas conceituais, como é o caso, por exemplo, dos softwares Nestor Web Cartografer e o Cmap Tools.

Em virtude desse fato e tendo em vista os bons resultados anteriormente obtidos, através do uso de tecnologias similares às essas, com alunos de graduação em Ciências da Computação tomamos então a decisão de conhecer mais de perto os softwares Nestor e Cmap.

Num primeiro contato, questionamos: Em que medida o uso de um software de mapeamento pode auxiliar na tarefa de pesquisa qualitativa em matemática, na pós-graduação, tanto o aluno como o professor?

A expectativa, revelando em parte nossa hipótese inicial, é que poderão sim auxiliar os alunos da pós-graduação em Educação Matemática, quem sabe também alunos de graduação e, sobretudo, em pesquisas que desenvolvemos no grupo G5.

Neste contexto, procurando validar tais indagações, é que iniciamos nossos estudos no Curso "O uso de software em pesquisa qualitativa", oferecido pelo Cogeae-PUCSP em 2005.
 

2. Um Workshop sobre Mapas Conceituais

A Teoria de Gardner (1995), sobre as inteligências múltiplas, nos mostra que uma forma de se desenvolver um curso deve ser tal que se procure incorporar o maior número de meios, pela razão de que pessoas diferentes aprendem de maneiras diferentes e um conteúdo é melhor apresentado de um jeito ou de outro. Ainda segundo Gardner, essa ampla variedade de inteligências humanas conduz a nova visão de educação, que o autor chama de "educação centrada no indivíduo". Essa nova perspectiva de educação equivale a uma visão pluralista da mente, reconhecendo que as pessoas têm forças cognitivas diferenciadas.

Sob esse enfoque, o professor deve então conhecer os interesses, necessidades, capacidades e experiências anteriores dos seus alunos para, então, propor estratégias de trabalho a todos os envolvidos no processo de aprendizagem.

Isso significa que o ensino deveria ser organizado de forma a facilitar a aprendizagem significativa do aluno, levando em conta sua estrutura cognitiva ou os conhecimentos prévios (noções subsunçores segundo Ausubel) disponíveis para a compreensão de novos conceitos. Exigências essas que os mapas conceituais podem muito bem atender ou satisfazer, em especial, quando elaborados ou confeccionados através de um software já que o ensino baseado no computador converge para o pensamento em que a descoberta faz parte do aprendizado.

Segundo Okada (2005) o uso de software potencializa a construção dos mapas conceituais por conta da flexibilidade e plasticidade próprias das tecnologias digitais. Com apenas alguns "cliques" na tela do computador e a seleção de alguns comandos de formatação e arquivamento dos dados. (...). O exercício de mapear permite que o pesquisador possa visualizar sua cartografia cognitiva facilitando a construção do conhecimento em todo o processo da pesquisa.

Querendo validar nosso questionamento inicial a partir do que estudamos, interagimos e refletimos no Curso "O uso de software em pesquisa qualitativa", visando ainda usar a cartografia cognitiva como opção metodológica de ensino, aprendizagem e avaliação, propusemos aos alunos mestrandos de um curso em Educação Matemática uma oficina-workshop sobre mapas mentais e conceituais.

Para tanto, seguimos Lemos (2005) que cria "uma receita para o que não tem receita", agrupando uma série de princípios que, mesmo não dando conta do todo, parecem ser fundamentais na hora que o professor decide sobre a estratégia de ensino e de avaliação que irá realizar. São eles:

(a) O ensino é apenas um meio pelo qual a aprendizagem significativa do aluno é favorecida;

(b) O ato de ensinar deve ser compreendido como um processo que envolve o planejamento, a situação de ensino propriamente dita e avaliação;

(c) A natureza do conhecimento prévio do aluno é determinante do tipo de ensino a ser realizado;

(d) A organização de um material de ensino potencialmente significativo requer que a relação entre a natureza do conhecimento do aluno e do conhecimento a ser ensinado seja considerada;

(e) O conteúdo a ser ensinado deve ser selecionado e organizado a partir das suas idéias centrais, seja na aprendizagem dos seus significados ou na evolução conceitual dos mesmos;

(f) A natureza do conhecimento a ser ensinado deve ser considerada e enfocar suas idéias centrais;

(g) Favorecer a aprendizagem significativa implica possibilitar a interação do aluno com um mesmo conhecimento em diferentes momentos do processo educativo;

(h) O objetivo do evento educativo é garantir que os significados sejam compartilhados e, portanto, deve se garantir a ocorrência de situações que oportunizem ao aluno apresentar e negociar suas idéias;

(i) A avaliação, voltada para a identificação de evidências de aprendizagem significativa, permeia todo o ensino;

(j) O aluno deve ter oportunidade de se perceber como construtor do próprio conhecimento.

Dessa forma, num primeiro momento, na semana anterior à aula presencial, os alunos do citado curso leram o texto de Alexandra L. P. Okada, intitulado "Cartografia Cognitiva: Técnicas de Mapeamento", para um contato inicial com o tema. Na seqüência, nessa mesma semana, os alunos participaram do Fórum de Discussão no ambiente virtual de aprendizagem TelEduc registrando suas opiniões sobre a pergunta: " Destaque os pontos que você julga importante, ou que lhe chamaram a atenção, na leitura do Texto".

Em continuidade, num segundo momento, numa das aulas do curso realizou-se uma oficina-workshop com cerca de 4 horas de duração com 26 alunos participantes e 2 professoras pesquisadoras, sistematizada através de um roteiro de estudo na seguinte folha distribuída aos alunos:

 

PUCSP  PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE MATEMÁTICA

Tópicos de Cálculo

MÓDULO 17:  Mapa Mental e Mapa Conceitual                                  Leila Zardo Puga

Nossa aula hoje será um Workshop.
O objetivo é elaborarmos dois mapas através do software Cmap.
Para tanto, iniciamos destacando alguns pontos principais do texto que vocês receberam na aula anterior intitulado "Cartografia Cognitiva: Técnicas de Mapeamento", de Alexandra Okada, que aborda três tipos de mapas: o mental, o conceitual e o webmap.
No dia de hoje, vamos tratar somente dos dois primeiros, deixando o webmap para um próximo encontro.
Na verdade, note que o mapa abaixo é exatamente um webmap e, assim, você pode ver pelo menos uma aplicação do mesmo.
Então, com relação à tabela, pede-se:

Destaque os pontos que você julga importante, ou que lhe chamaram a atenção, na leitura do Texto

  Mapa Mental

  Mapa Conceitual

 

 

Um Webmap:

No dia da Oficina, deteve-se na familiarização do software Cmap. Inicialmente, apresentou-se uma visão geral sobre essa ferramenta computacional, usando um Tutorial elaborado por Okada (2005?).

Segundo Hoffman & Mackin (1996), as interações aluno-aluno são freqüentemente as experiências mais produtivas. Estas interações quando bem planejadas oferecem a oportunidade dos estudantes expandirem e aplicarem o conhecimento de outras maneiras. Os autores sugerem algumas ações de forma a desenvolver uma interação aluno-aluno eficiente: organizar a aula para que haja tempo suficiente, cobrar a participação dos estudantes, fazer atividades relevantes para o trabalho e propor espaços para apresentação de resultados.

Nesse sentido, foi proposto que os alunos elaborassem individualmente, com lápis e papel, um mapa mental sobre o tema "Eu e a Matemática", registrando suas respostas para as seguintes perguntas: Onde? Como? Quando? Por que? Para que? Com quem? etc. Também foi solicitado um mapa conceitual sobre o tema "Proporcionalidade", numa atividade em dupla ou grupos de três, usando o software Cmap. E, ainda, tal como se pode notar no webmap acima, em "Para Casa", os alunos confeccionaram mapas, como atividades de avaliação individual e coletiva, sobre outros tópicos matemáticos estudados no curso, inclusive disponibilizando-os em servidor público do Cmap na pasta PUCMAT SP 2005.

Isso posto, usando o software Cmap, os alunos transferiram do papel para a tela do computador os mapas que confeccionaram.

Na Figura 2 temos um exemplo de mapa mental elaborado individualmente e à mão por um só aluno sobre "Eu e a Matemática". Na Figura 3 apresentamos um mapa conceitual confeccionado por três alunos em conjunto sobre "Proporcionalidade" e na Figura 4 vemos um mapa conceitual elaborado individualmente por um aluno sobre "Meu curso Tópicos de Cálculo", ambos com o auxílio do Cmap.

Figura 2: "Mapa sobre Eu e a Matemática"


 

Figura 3: "Mapa sobre Proporcionalidade"

 

Figura 4: Mapa sobre "Meu curso Tópicos de Cálculo"

Como já dissemos, visando um preparo para a oficina-workshop, os alunos leram o texto "Cartografia Cognitiva: Técnicas de Mapeamento" de Alexandra Okada registrando, em seguida, no Fórum de Discussão no ambiente virtual de aprendizagem TelEduc suas opiniões sobre: " Destaque os pontos que você julga importante, ou que lhe chamaram a atenção, na leitura do Texto".

No que se segue, constam alguns desses depoimentos de alunos:

O que mais gostei, são os benefícios dos mapas web, que são diversos. Eles são úteis para organizar dados, sites, favoritos, mapear as páginas web mais relevantes, representar trajetórias de pesquisa, selecionar de modo mais semântico base de dados, planejar estudos, facilitar produção de projetos, propiciar navegação mais rápida e objetiva, estabelecer conexões entre elementos diversos, identificar facilmente conceitos chaves e às relações entre eles, permitir visualização gráfica mais significativa facilitando produção do conhecimento, tornar mais claro os conceitos reorganizando-os em uma ordem sistemática.

Hoje um grande desafio é organizar (é mapear ) informações, seja no campo da mente humana, conceitos ou web. Os mapas surgiram para fazer conexões entre um tópico e outro que são familiares, e assim tornar mais fácil a aprendizagem. Penso que os mapas web são importantes, pois , atualmente muitos alunos buscam informações na internet, sem analisá-las ou buscam informações em fontes que não são de confiança.É preciso, como cita o texto, aprimorar a navegação, a comunicação, a busca, a seleção e a representação da informação. Organizar informação decorrente de vastos territórios e diferentes mídias.

O curioso desse texto é que desde os anos 60 já existem mapas ( da mente, conceituais ou mapas web ) e nós só o conhecemos agora ( antes tarde do que nunca ). Achei muito interessantee gostaria de citar algumas palavras fundamentais para um mapa: palavras-chave, conexões,associações, símbolos, desenhos ícones, figuras, sistematizar, conhecimento gráficos, diagramas, bavegação, fluxos,ciberespaço, visual, estrutura, etc.. Essas palavras abrem a nossa mente, nos colocando num local onde não há espaço nem tempo, pois tudo fica tão perto que o tempo é relevante. Gostei muito de saber o que são mapas conceituais, da mente e webmaps e agora estou querendo aprender a fazer e, quem sabe até ensinar a fazer, obrigado porfª Leila, nós precisamos ter essa visão de 360°

Técnicas de mapeamento de informação, pelo que está exposto, podem facilitar a compreensão do assunto abordado, e isto interessa a nós, já que podem ajudar nossos alunos no processo ensino-aprendizagem. Só não sei se EU vou me conseguir aplicar essas técnicas, por ter um pensamento estritamente linear e não flexível. Quando colocarmos em prática, na aula de hoje, é que vou saber...

Os mapas mentais me parecem uma ferramenta que auxilia nas estratégias mentais de organização de idéias. Ao mesmo tempo podem ser úteis no sentido visual dando uma visão panorâmica do que ocorre com determinado estudo. A meu ver eles substituem com grande vantagem ou são grandes aliados na releitura que fazemos de certos assuntos. Ou seja, se antes de fazermos uma releitura, fizermos um mapa, saímos da linearidade, o que pode nos favorecer cognitivamente.


3. Algumas Considerações Finais

Sem dúvida, o mapeamento cognitivo pode sim se constituir em fonte propícia para o desenvolvimento de competências e habilidades. Utilizá-lo em toda sua potencialidade implica atribuir novos significados aos conceitos de ensino, aprendizagem e avaliação.

Os mapas conceituais, como instrumentos de avaliação da aprendizagem, permitem uma visualização da organização conceitual que o aluno atribui a um dado conhecimento. Trata-se, portanto, de uma técnica não tradicional de avaliação que revela informações sobre significados segundo o ponto de vista do aluno.

Em nosso caso específico, decorrente da realização do workshop, o que constatamos nos mapas conceituais confeccionados pelos alunos da pós-graduação é que:

a) Norteiam o trabalho do professor, pois ele pode ter uma visão mais aprofundada do que o aluno conhece, bem como suas concepções, quer sejam falsas ou não. Revelam também o que ele desconhece ou não considera importante (o que não está registrado em seus mapas).

b) Tem o caráter avaliativo sobre o que o aluno aprendeu ao final de um curso ou um tema visto.

c) Evidenciam significados atribuídos a conceitos, bem como as relações existentes entre esses conceitos num determinado contexto (Eu e a Matemática), numa matéria ensinada em sala de aula (Função) ou, ainda, num dado corpo de conhecimentos (Proporcionalidade e também Meu Curso Tópicos de Cálculo).

d) O fato de dois conceitos estarem unidos por uma linha é importante, pois significa que há uma relação entre esses conceitos, segundo o entendimento do aluno.

e) Os mapas têm componentes idiossincráticos e, conseqüentemente, não há mapa conceitual correto e definitivo.

f) Dependem do pensamento do indivíduo, ou grupo, e de como foram sistematizadas as idéias a partir da interação com o objeto de estudo, tanto no campo teórico como no empírico ou em ambos inter-relacionados.

g) Todo ser humano é capaz de construir um conhecimento, porém com intensidades diferentes, pois a aprendizagem muda de pessoa para pessoa. Algumas pessoas têm mais facilidade de aprender através da fala, outros através de cálculos, ou através da música ou do movimento e também da cooperação entre as pessoas. (Gardner, 1994).

Assim, entendemos que a educação pode modificar-se significativamente a partir das tecnologias, em que as pessoas interagem entre si, trocam informações, participam de projetos e de pesquisa em conjunto, integram diversas mídias ou softwares e acessam a Internet no horário que desejam.

Se nossas expectativas iniciais eram somente conhecer de perto os softwares Nestor e o Cmap com a possibilidade de auxiliarem nossos alunos em orientação e, sobretudo, as próprias pesquisas no grupo G5, em Educação Algébrica no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, podemos afirmar, com segurança, que em muito elas foram superados, surpreendeu-nos certamente como se pode constatar pelos relatos aqui apresentados.


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